O projecto GNU foi criado por Richard Stallman (Fig.2.1), um famoso hacker, que no início dos anos 80 propôs a criação de um novo sistema operativo (SO) compatível com a norma POSIX (Portable Operating System Interface) do qual surgiu o UNIX.
Fig.2.1 - Richard Stallman
Em 1985 criou a FSF (Free Software Foundation) com o intuito de criar uma forma de licenciar o novo SO GNU da forma mais livre possível. Essa licença ficou conhecida pelo conceito copyleft (em oposição ao copyright), a qual consistia numa lei que protegia a modificação e redistribuição de software livre GPL (General Public License).
O novo sistema operativo, estava em excelente performance excepto na parte do kernel, isto é, o núcleo do sistema operativo que tem como funções a gestão de recursos do sistema e a comunicação entre o hardware e software. Linus Torvalds (Fig.2.2), estudante nlandês do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Helsinki na Finlândia interveio nesse factor, devido à sua experiência até então, com sistemas operativos, o SunOS e o Minix.
Fig.2.2 - Linus Torvalds
Na sua vida académica teve contacto com o SunOS, um sistema operativo UNIX desenvolvido pela SunMicrosystems para os seus computadores (workstations e servers), cuja primeira versão foi lançada no início da década de 80 e mantida a designação de SunOS até à versão 4, lançada em 1991, data em que passou a ser denominado por Solaris. Seguidamente testou o Minix sistema operativo semelhante ao UNIX. Descontente com a performance do Minix, decidiu criar um emulador de terminal que interagisse com o seu PC, desenvolvendo-o gradualmente até possuir características de um SO, criando assim o seu primeiro kernel. Na mesma época que criou o código-fonte do kernel, Linus Torvalds começou a usar programas GNU no seu sistema e, notando o seu potencial decidiu deixar o seu kernel dentro da mesma licença, GPL, no entanto como não era possível utilizar unicamente o kernel, juntou o GNU e depois o Linux (nome resultante de Linus + Unix) tornando-se um sistema operativo.Na mesma época que criou o código-fonte do kernel, Linus Torvalds começou a usar programas GNU no seu sistema e notando o seu potencial, decidiu deixar o seu kernel dentro da mesma licença GPL, no entanto como não era possível utilizar unicamente o kernel, juntou-se o GNU e depois o Linux (Linus + Unix) tornando-se um sistema operativo.
2.1. Sistemas operativos UNIX
2.1.1. Origens
Até aos fins da década de 60 o meio computacional era dominado pelos mainframes, computadores de grandes dimensões e dedicados ao processamento de grandes volumes de informação. Será relevante notar que estes computadores podem ser associados a supercomputadores, mas na realidade os mainframes diferem destes, na medida em que os supercomputadores são optimizados para realizar várias operações aritméticas em simultâneo e no mínimo tempo possível, enquanto que os mainframes são utilizados na gestão de tarefas de I/O, por exemplo base de dados. Como os mainframes não estavam disponíveis para o utilizador comum, era necessário criar um sistema que pudesse ser usado por um maior número de utilizadores, foi então que a MIT's Project MAC, Bell Telephone Laboratories e a General Electric Company's iniciaram um projecto chamado Multics [20] (Multiplexed Information and Computing Service), um projecto de investigação que resultou na criação de um sistema operativo escrito em linguagem PL/I (Programming Language One), mas como esta era uma linguagem muito pesada, o projecto foi abandonado. Foi então que programadores da companhia telefónica AT&T, nos laboratórios da Bell [2] resolveram estudar e reescrever o código do projecto Multics de uma forma mais simples mas eficaz. E assim, no inicio da década de 70 surgiu a primeira versão do sistema operativo (SO) UNIX, onde tiveram maior influência,
Kenneth Thompson (Fig.2.3) e Dennis Ritchie (Fig.2.4), que além do desenvolvimento deste sistema operativo criaram também a linguagem de programação, C, com a qual reescreveram o UNIX, em 1973.
Fig.2.3 - Kenneth Thompson
Fig.2.4 - Dennis Ritchie
Nos primeiros anos de vida do UNIX, a empresa AT&T usava o UNIX a nível interno mas posteriormente começaram a aparecer interessados neste sistema, sendo os primeiros as universidades e centros de investigação. Assim sendo, a AT&T inicialmente licenciava o UNIX sob forma de código-fonte e desta forma os utilizadores ao obter a distribuição tinham acesso aos programas e aplicações, permitindo desta forma, com código-fonte aberto, uma grande evolução no sistema criado pois possibilitava aos utilizadores alterar o conteúdo de acordo com as necessidades, como também, nas universidades devido à existência de pessoas com elevados conhecimentos de programação que não só alteraram como também criaram novas ferramentas e partilhavam os seus conhecimentos com pessoas da mesma
universidade assim como de universidades diferentes, podendo assim desenvolver mais e melhor.
As trocas de informações entre universidades era feita através de uma rede de dados que funcionavam sobre o protocolo UUCP [34] (Unix-to-Unix Copy Program), o qual permitia a execução de várias operações tais como: transferência de email, ficheiros. Relativamente à entidade que mais se destacou, no que diz respeito à investigação e desenvolvimento do sistema UNIX foi a Universidade da Califórnia em Berkeley que após várias contribuições possibilitou a criação de um novo UNIX com o nome de BSD (Berkeley Software Distribution).
2.1.2. Ponto de ruptura
Com o passar dos anos, o sistema UNIX tinha-se expandido bastante e isto condicionou a empresa AT&T começasse a restringir as licenças do código-fonte, sendo difíceis e em alguns casos e outros impossíveis de ter. Com esta vertente da empresa condicionou a um descontentamento dos utilizadores, pois estes tinham participado na evolução deste como também contribuíram para isso.
2.1.3. Projecto GNU
Na década dos anos 80 foi criada uma fundação com o nome de FSF (Free Software Foundation) com o objectivo de promover e desenvolver software livre. Esta fundação é uma organização sem fins lucrativos que foi criada em 1985 pelo Richard Stallman o qual defende à eliminação de restrições nas distribuições, criação de software livre, em que este é definido pelos seguintes princípios:
1. A liberdade de executar o programa;
2. A liberdade de estudar o funcionamento do programa, adaptando-o às suas necessidades;
3. A liberdade de redistribuir cópias com alterações feitas de modo a servir outros utilizadores;
4. A liberdade de aperfeiçoar o programa, disponibilizando as melhorias, de modo a que todos os utilizadores usufruam destas.
Como objectivo de criar um sistema totalmente livre com o intuito de proteger o software GNU, o Richard Stallman criou uma licença sendo a GNU GPL(General Public Geral) e esta licença foi baseada nas definições mencionadas anteriormente. A palavra GNU é um acrónimo para GNU's Not Unix (GNU não é Unix). Quando mencionamos GNU é preciso ter em conta as três vertentes sendo: GNU LGPL, GNU FDL e GNU AGPL.
GNU LGPL (Lesser General Public Licence), é uma licença de software livre que permite uma associação de softwares que não estejam sobre a licença GNU LGPL ou GNU GPL, como também respeita os quatro princípios referidos anteriormente;
GNU FDL (Free Documentation License), esta licença aplica-se a documentos e textos livres;
GNU AGPL (GNU Afiero General Public License),garante que as modificações feitas nos softwares disponíveis na rede sejam partilhadas com os outros para posterior modificação se assim for desejado.
2.1.4. Solução do kernel Linux
No final da década de 1980, Linus Benedict Torvalds, aluno da universidade de Helsínquia, na Finlândia, descontente com a prestação no MINIX ao qual só tinha acesso na universidade, e não sendo possível fazer o mesmo em casa pois naquela época os computadores estavam equipados com um processador intel 80386 enquanto o MINIX suportava apenas processadores 8086. Devido a esta causalidade, Linus resolveu desenvolver um kernel a partir do zero o qual seria um clone ao MINIX. Apesar de desenvolver o kernel que conseguia executar o compilador desenvolvido pelo GNU e algumas operações, o kernel estava incompleto sem um sistema operativo. Após o conhecimento do FSF e GNU, Linus resolveu distribuir toda a sua documentação do projecto como também o código fonte, enviando a versão 0.02 do Linux para a lista de distribuição da Usenet (Unix User Network).
O kernel (Fig.2.5) é o núcleo de um SO seja qual ele for, é uma componente fundamental em que só ficou a ser mais conhecido com o aparecimento do Linux. O kernel possibilita a ligação de informação entre o software e o hardware, sendo responsável por gerir o sistema como um todo. Relativamente a Arquitectura, pode ser divida em dois grupos:
Monolítico, todos os serviços do SO são encaminhados pelo núcleo, como também reside na mesma memória. Neste tipo de arquitectura é mais fácil de projectar e implementar.
MicroKernel, possibilita uma implementação da restante parte do SO como um programa de aplicação normal escrito em linguagem de alto nível e um uso do SO em cima do mesmo núcleo.
Quanto as versões do kernel, quando são actualizadas ocorrem no intuito em melhorar determinada função anterior, corrigir alguma vulnerabilidade e adicionar novos recursos para os softwares. Cada versão é acompanhada por três números, por exemplo: 2.6.30 sendo o primeiro número a versão do Kernel, o segundo indica a última revisão efectuada na versão do kernel, o terceiro diz respeito uma pequena revisão desde a última revisão. Há que ter em consideração que no terceiro pode haver não só números como também siglas. Eventualmente pode aparecer um quarto número que indica que se houver uma falha no kernel, será necessário uma actualização, contudo não necessariamente uma actualização completa e por este motivo a utilização do quarto número.
2.2. Sistema operativo GNU/Linux
2.2.1. GNU+Linux, década de 90
Relativamente ao GNU/Linux é um sistema operativo, que foi criado a partir de dois projectos, um pelo núcleo Linux (criado pelo Linus) e pelas livrarias e outra pelo projecto GNU (desenvolvido pelo Stallman). Devido a esta junção e a implementação dos novos recursos, muitas empresas tem aderido a este sistema, assim como a aplicação destes sistema operativo em computadores pessoais têm-se demonstrado uma alternativa viável.
2.2.2. Distribuições, o que são
As distribuições surgiram da ideia de existir um método simples de instalar o GNU/Linux na máquina. Para isso o sistema após instalado tinha de ter um conjunto de pacotes précompilados e alguns programas básicos para o funcionamento do sistema. Posta a ideia em prática, foi criada por Patrick Volkerding em 1993 a primeira distribuição denominada Slackware [30].
Visto que se tornou uma forma mais fácil de instalar, o GNU/Linux começou a ser difundido mais rapidamente. Tendo pessoas e empresas começando a optar por instalar distribuições nos seus computadores, iniciaram também o desenvolvimento de ferramentas para o GNU/Linux o que condicionou a falta de orientação levando a criação de aplicações incompatíveis. Foi devido a este factor que foi efectuado um trabalho de normalização iniciado pela Linux Standard Base, definindo os padrões a seguir para a criação de distribuições.
2.2.3. As Distribuições mais utilizadas
Debian
O sistema Debian GNU/Linux (Fig.2.6), é a única distribuição que não pertence a uma pessoa ou a uma empresa, mas sim um desenvolvimento árduo por voluntários do mundo inteiro. Sem dúvida que esta distribuição é a que define perfeitamente o conceito de software livre assim como é considerada, pelo GNU, a distribuição oficial. O sistema Debian é um sistema de fácil utilização como seguro, confiável e de fácil a sua actualização.
Fig.2.6 - Logo Debian
Red Hat
A Red Hat(Fig.2.7)foi a empresa pioneira no GNU/Lnux e o seu lançamento oficial foi em Novembro de 2004. Este sistema é usado principalmente em servidores. Esta distribuição apesar de ter uma vasta escolha de ferramentas não foi muito aceite pela sociedade e devido a isso ter seguido uma vertente mais empresarial.
Fig.2.7 - Logo Red Hat
Fedora
A distribuição Fedora (Fig.2.8) teve como base a da Red Hat. Tendo a empresa deixado de lançar distribuições sob a licença do software livre, os utilizadores decidiram criar uma versão livre voltada para o desktop. Esta versão foi o Fedora em que apesar de ter as mesmas ferramentas que o Red Hat, teve uma maior aceitação que o Red Hat.
Fig. 2.8 - Logo Fedora
Mandriva
Distribuição franco-brasileira que resultou da fusão da antiga Mandrake Linux e a brasileira Conectiva (Fig.2.9). Esta fusão foi vantajoso, visto que resultou numa distribuição de grande sucesso, tornando assim a Mandriva Linux na maior empresa do ramo Linux na Europa.
Fig.2.9 - Logo Mandriva
OpenSuSE
O OpenSuSE (Fig.2.10) é um sistema prático de configurar como também devido ao YaST (Yet another Setup Tool) que possibilita aos utilizadores uma gestão dos softwares instalados. A empresa Novell é responsável pelo SuSE, e esta empresa tem contribuído com o desenvolvimento com o software livre.
Fig.2.10 - Logo OpenSuse
Slackware
Sendo uma das mais antigas criadas em Abril de 1993 pelo Irlandês Patrick Volkerding com o nome de Slackware (Fig.2.11) em que visava o seu ambiente gráfico mais parecido com o sistema Unix. O ponto mais favorável deste sistema é a não utilização de actualizações recorrentes e o seu sistema ser facilmente administrado.
O projecto GNU foi criado por Richard Stallman (Fig.2.1), um famoso hacker, que no início dos anos 80 propôs a criação de um novo sistema operativo (SO) compatível com a norma POSIX (Portable Operating System Interface) do qual surgiu o UNIX.
Em 1985 criou a FSF (Free Software Foundation) com o intuito de criar uma forma de licenciar o novo SO GNU da forma mais livre possível. Essa licença ficou conhecida pelo conceito copyleft (em oposição ao copyright), a qual consistia numa lei que protegia a modificação e redistribuição de software livre GPL (General Public License).
O novo sistema operativo, estava em excelente performance excepto na parte do kernel, isto é, o núcleo do sistema operativo que tem como funções a gestão de recursos do sistema e a comunicação entre o hardware e software. Linus Torvalds (Fig.2.2), estudante nlandês do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Helsinki na Finlândia interveio nesse factor, devido à sua experiência até então, com sistemas operativos, o SunOS e o Minix.
Na sua vida académica teve contacto com o SunOS, um sistema operativo UNIX desenvolvido pela SunMicrosystems para os seus computadores (workstations e servers), cuja primeira versão foi lançada no início da década de 80 e mantida a designação de SunOS até à versão 4, lançada em 1991, data em que passou a ser denominado por Solaris. Seguidamente testou o Minix sistema operativo semelhante ao UNIX. Descontente com a performance do Minix, decidiu criar um emulador de terminal que interagisse com o seu PC, desenvolvendo-o gradualmente até possuir características de um SO, criando assim o seu primeiro kernel. Na mesma época que criou o código-fonte do kernel, Linus Torvalds começou a usar programas GNU no seu sistema e, notando o seu potencial decidiu deixar o seu kernel dentro da mesma licença, GPL, no entanto como não era possível utilizar unicamente o kernel, juntou o GNU e depois o Linux (nome resultante de Linus + Unix) tornando-se um sistema operativo.Na mesma época que criou o código-fonte do kernel, Linus Torvalds começou a usar programas GNU no seu sistema e notando o seu potencial, decidiu deixar o seu kernel dentro da mesma licença GPL, no entanto como não era possível utilizar unicamente o kernel, juntou-se o GNU e depois o Linux (Linus + Unix) tornando-se um sistema operativo.
2.1. Sistemas operativos UNIX
2.1.1. Origens
Até aos fins da década de 60 o meio computacional era dominado pelos mainframes, computadores de grandes dimensões e dedicados ao processamento de grandes volumes de informação. Será relevante notar que estes computadores podem ser associados a supercomputadores, mas na realidade os mainframes diferem destes, na medida em que os supercomputadores são optimizados para realizar várias operações aritméticas em simultâneo e no mínimo tempo possível, enquanto que os mainframes são utilizados na gestão de tarefas de I/O, por exemplo base de dados. Como os mainframes não estavam disponíveis para o utilizador comum, era necessário criar um sistema que pudesse ser usado por um maior número de utilizadores, foi então que a MIT's Project MAC, Bell Telephone Laboratories e a General Electric Company's iniciaram um projecto chamado Multics [20] (Multiplexed Information and Computing Service), um projecto de investigação que resultou na criação de um sistema operativo escrito em linguagem PL/I (Programming Language One), mas como esta era uma linguagem muito pesada, o projecto foi abandonado. Foi então que programadores da companhia telefónica AT&T, nos laboratórios da Bell [2] resolveram estudar e reescrever o código do projecto Multics de uma forma mais simples mas eficaz. E assim, no inicio da década de 70 surgiu a primeira versão do sistema operativo (SO) UNIX, onde tiveram maior influência,
Kenneth Thompson (Fig.2.3) e Dennis Ritchie (Fig.2.4), que além do desenvolvimento deste sistema operativo criaram também a linguagem de programação, C, com a qual reescreveram o UNIX, em 1973.
Nos primeiros anos de vida do UNIX, a empresa AT&T usava o UNIX a nível interno mas posteriormente começaram a aparecer interessados neste sistema, sendo os primeiros as universidades e centros de investigação. Assim sendo, a AT&T inicialmente licenciava o UNIX sob forma de código-fonte e desta forma os utilizadores ao obter a distribuição tinham acesso aos programas e aplicações, permitindo desta forma, com código-fonte aberto, uma grande evolução no sistema criado pois possibilitava aos utilizadores alterar o conteúdo de acordo com as necessidades, como também, nas universidades devido à existência de pessoas com elevados conhecimentos de programação que não só alteraram como também criaram novas ferramentas e partilhavam os seus conhecimentos com pessoas da mesma
universidade assim como de universidades diferentes, podendo assim desenvolver mais e melhor.
As trocas de informações entre universidades era feita através de uma rede de dados que funcionavam sobre o protocolo UUCP [34] (Unix-to-Unix Copy Program), o qual permitia a execução de várias operações tais como: transferência de email, ficheiros. Relativamente à entidade que mais se destacou, no que diz respeito à investigação e desenvolvimento do sistema UNIX foi a Universidade da Califórnia em Berkeley que após várias contribuições possibilitou a criação de um novo UNIX com o nome de BSD (Berkeley Software Distribution).
2.1.2. Ponto de ruptura
Com o passar dos anos, o sistema UNIX tinha-se expandido bastante e isto condicionou a empresa AT&T começasse a restringir as licenças do código-fonte, sendo difíceis e em alguns casos e outros impossíveis de ter. Com esta vertente da empresa condicionou a um descontentamento dos utilizadores, pois estes tinham participado na evolução deste como também contribuíram para isso.
2.1.3. Projecto GNU
Na década dos anos 80 foi criada uma fundação com o nome de FSF (Free Software Foundation) com o objectivo de promover e desenvolver software livre. Esta fundação é uma organização sem fins lucrativos que foi criada em 1985 pelo Richard Stallman o qual defende à eliminação de restrições nas distribuições, criação de software livre, em que este é definido pelos seguintes princípios:
1. A liberdade de executar o programa;
2. A liberdade de estudar o funcionamento do programa, adaptando-o às suas necessidades;
3. A liberdade de redistribuir cópias com alterações feitas de modo a servir outros utilizadores;
4. A liberdade de aperfeiçoar o programa, disponibilizando as melhorias, de modo a que todos os utilizadores usufruam destas.
Como objectivo de criar um sistema totalmente livre com o intuito de proteger o software GNU, o Richard Stallman criou uma licença sendo a GNU GPL(General Public Geral) e esta licença foi baseada nas definições mencionadas anteriormente. A palavra GNU é um acrónimo para GNU's Not Unix (GNU não é Unix). Quando mencionamos GNU é preciso ter em conta as três vertentes sendo: GNU LGPL, GNU FDL e GNU AGPL.
2.1.4. Solução do kernel Linux
No final da década de 1980, Linus Benedict Torvalds, aluno da universidade de Helsínquia, na Finlândia, descontente com a prestação no MINIX ao qual só tinha acesso na universidade, e não sendo possível fazer o mesmo em casa pois naquela época os computadores estavam equipados com um processador intel 80386 enquanto o MINIX suportava apenas processadores 8086. Devido a esta causalidade, Linus resolveu desenvolver um kernel a partir do zero o qual seria um clone ao MINIX. Apesar de desenvolver o kernel que conseguia executar o compilador desenvolvido pelo GNU e algumas operações, o kernel estava incompleto sem um sistema operativo. Após o conhecimento do FSF e GNU, Linus resolveu distribuir toda a sua documentação do projecto como também o código fonte, enviando a versão 0.02 do Linux para a lista de distribuição da Usenet (Unix User Network).
O kernel (Fig.2.5) é o núcleo de um SO seja qual ele for, é uma componente fundamental em que só ficou a ser mais conhecido com o aparecimento do Linux. O kernel possibilita a ligação de informação entre o software e o hardware, sendo responsável por gerir o sistema como um todo. Relativamente a Arquitectura, pode ser divida em dois grupos:
- Monolítico, todos os serviços do SO são encaminhados pelo núcleo, como também reside na mesma memória. Neste tipo de arquitectura é mais fácil de projectar e implementar.
- MicroKernel, possibilita uma implementação da restante parte do SO como um programa de aplicação normal escrito em linguagem de alto nível e um uso do SO em cima do mesmo núcleo.
Quanto as versões do kernel, quando são actualizadas ocorrem no intuito em melhorar determinada função anterior, corrigir alguma vulnerabilidade e adicionar novos recursos para os softwares. Cada versão é acompanhada por três números, por exemplo: 2.6.30 sendo o primeiro número a versão do Kernel, o segundo indica a última revisão efectuada na versão do kernel, o terceiro diz respeito uma pequena revisão desde a última revisão. Há que ter em consideração que no terceiro pode haver não só números como também siglas. Eventualmente pode aparecer um quarto número que indica que se houver uma falha no kernel, será necessário uma actualização, contudo não necessariamente uma actualização completa e por este motivo a utilização do quarto número.2.2. Sistema operativo GNU/Linux
2.2.1. GNU+Linux, década de 90
Relativamente ao GNU/Linux é um sistema operativo, que foi criado a partir de dois projectos, um pelo núcleo Linux (criado pelo Linus) e pelas livrarias e outra pelo projecto GNU (desenvolvido pelo Stallman). Devido a esta junção e a implementação dos novos recursos, muitas empresas tem aderido a este sistema, assim como a aplicação destes sistema operativo em computadores pessoais têm-se demonstrado uma alternativa viável.
2.2.2. Distribuições, o que são
As distribuições surgiram da ideia de existir um método simples de instalar o GNU/Linux na máquina. Para isso o sistema após instalado tinha de ter um conjunto de pacotes précompilados e alguns programas básicos para o funcionamento do sistema. Posta a ideia em prática, foi criada por Patrick Volkerding em 1993 a primeira distribuição denominada Slackware [30].
Visto que se tornou uma forma mais fácil de instalar, o GNU/Linux começou a ser difundido mais rapidamente. Tendo pessoas e empresas começando a optar por instalar distribuições nos seus computadores, iniciaram também o desenvolvimento de ferramentas para o GNU/Linux o que condicionou a falta de orientação levando a criação de aplicações incompatíveis. Foi devido a este factor que foi efectuado um trabalho de normalização iniciado pela Linux Standard Base, definindo os padrões a seguir para a criação de distribuições.
2.2.3. As Distribuições mais utilizadas
Debian
O sistema Debian GNU/Linux (Fig.2.6), é a única distribuição que não pertence a uma pessoa ou a uma empresa, mas sim um desenvolvimento árduo por voluntários do mundo inteiro. Sem dúvida que esta distribuição é a que define perfeitamente o conceito de software livre assim como é considerada, pelo GNU, a distribuição oficial. O sistema Debian é um sistema de fácil utilização como seguro, confiável e de fácil a sua actualização.
Red Hat
A Red Hat(Fig.2.7)foi a empresa pioneira no GNU/Lnux e o seu lançamento oficial foi em Novembro de 2004. Este sistema é usado principalmente em servidores. Esta distribuição apesar de ter uma vasta escolha de ferramentas não foi muito aceite pela sociedade e devido a isso ter seguido uma vertente mais empresarial.
Fedora
A distribuição Fedora (Fig.2.8) teve como base a da Red Hat. Tendo a empresa deixado de lançar distribuições sob a licença do software livre, os utilizadores decidiram criar uma versão livre voltada para o desktop. Esta versão foi o Fedora em que apesar de ter as mesmas ferramentas que o Red Hat, teve uma maior aceitação que o Red Hat.
Mandriva
Distribuição franco-brasileira que resultou da fusão da antiga Mandrake Linux e a brasileira Conectiva (Fig.2.9). Esta fusão foi vantajoso, visto que resultou numa distribuição de grande sucesso, tornando assim a Mandriva Linux na maior empresa do ramo Linux na Europa.
OpenSuSE
O OpenSuSE (Fig.2.10) é um sistema prático de configurar como também devido ao YaST (Yet another Setup Tool) que possibilita aos utilizadores uma gestão dos softwares instalados. A empresa Novell é responsável pelo SuSE, e esta empresa tem contribuído com o desenvolvimento com o software livre.
Slackware
Sendo uma das mais antigas criadas em Abril de 1993 pelo Irlandês Patrick Volkerding com o nome de Slackware (Fig.2.11) em que visava o seu ambiente gráfico mais parecido com o sistema Unix. O ponto mais favorável deste sistema é a não utilização de actualizações recorrentes e o seu sistema ser facilmente administrado.
2.2.4. Porquê Ubuntu